Al Berto, o Filme.

prepósito do conhecimento cientifico e das praticas cinematográficas (...), conheci na academia de cinema uma pessoa e amigo natural de Viseu que no entretanto organizou um festival de cinema português com algumas características interessantes: Não foram abertas vagas a realizadores  independentes, mas o próprio staff escolheu com critério os filmes a apresentar. 
O filme que  me levou ao festival de Lafões em Viseu, chamasse "Alberto" um nome bem familiar para quem conhece a alguma poesia surrealista. "Alberto" do realizador Vicente do Ó, fez deslocar-me ao festival, conhecer o poeta e reencontrar um velho amigo produtor e realizador de teatro e cinema. Al Berto no filme é uma personagem quase terciária que entra em cena apenas para dar o ar da sua graça com frases simples e de grande sabedoria. Marcou-me "O povo não sabe o que diz", frase de sentidos divergentes que enclausurou o meu pensamento na viagem de volta á beira baixa. Pela controvérsia tive a necessidade de conhecer a posteriori um outro autor com o qual me identifico mais e que não posso deixar de referir Herberto Helder (fica a dica). O Filme Alberto tem uma particularidade que acho fascinante neste mundo mais ou menos underground que é o cinema e que pretendo explorar: Alberto é para mim uma personagem de um filme, foi desse modo que o conheci e não foram as letras que o eternizaram. 
Contextualizando, o filme é belo pela simplicidade lírica, remonta a 1974, ano conturbado de muita produção (O filme passa-se em Sines) e da revolução dos cravos, quando em Sines despoletavam os sindicatos e as revindicações. Alberto fora estudar artes plásticas para Bruxelas (Bruxelas, vejam bem) e regressou às origens para ainda assistir à desapropriação que fora alvo com a casa que herdara da família, imediatamente a seguir às tertúlias literárias que organizava para a comunidade.  

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