Em Itália no pós-guerra, cinema tornou-se o principal motor económico das ruas e das cidades. Nos Estados Unidos, cinema continua initerruptamente como a quarta maior indústria. Na Rússia, desde que a revolução industrial se consolidou, que cinema é parte integrante das escolas. A escola de cinema na Rússia é célere, de uma importância inigualável e inegável. É, portanto, legitimo pensar em cinema como uma ideologia capaz de derrubar um inimigo desinteressado, mas que financia a própria ideia de cinema através do contribuinte.
Se, cinema, fosse uma ideia de amor, que os puristas acreditarão, então a arma que é o cinema estaria ao alcance apenas de alguns predestinados e nós, espetadores, estaríamos sigilados a perspectivas sensíveis, muitas vezes transloucadas da nossa realidade e alheias à nossa existência Continuando, certamente, de sorriso amarelo em algumas adversidades. É, portanto, legitimo pensar em cinema como uma arma capaz de destronar o maior dos inimigos a mediocridade mas também governos e a comunicação social.
Recuso com isto, uma ideia de cineasta enquanto profissão. Cineasta é um psicólogo que recusa a profissão. Mantém o sonho "lá em cima", mesmo para quem jovem se sentiu impossibilidade de o perseguir. Talvez enquanto realizador de televisão e publicidade, haja o reconhecimento profissional, mas não um cineasta que é sociólogo, marceneiro, pintor, escritor. Um cineasta lida com a opinião pública e a mediocridade, mas mantém a resistência no ser e no pensar, dando ferramentas aos seres imorais para uma nova forma de sentir, que é alheia à opinião pública, mas próprio da sétima arte. O cineasta é bombardeado todos os dias com o que ousa afirmar, ao contrario de uma profissão que procura estabilidade. Cineasta é uma atitude de resistência ao pré-estabelecido.
Onde há guerras, há falta de empatia, onde o mais fraco não pode dar sinais de fragilidade, onde se inferioriza o próximo para se ser alguém, as mascaras de mil homens corroem o juízo publico. Apesar de moderado, as Realidades alternativas que saem do punho e do nervo do cineasta poderão ser imprescindíveis, quando é escasso a sensatez e o bom senso.