Race To Glory (2024) ☆☆☆

    

   "Race to Glory" trouxe de novo a emoção do desporto automóvel ao cinema, apenas um ano depois de "Ferrari" (2023), cujo o teor de cariz biográfico sobre o fundador da marca italiana se torna veículo para a presença na fórmula 1 e na mítica prova de Mille Miglia. 
   Se para a crítica especializada "Ferrari" (2023) é a melhor experiência de corridas no cinema até então, "Race to Glory" trás à baila a questão da competitividade tão presente no cinema como no desporto, pois o filme reclama que quer ser o melhor simulador cinematográfico de corridas automóveis, funcionando como uma extensão realista da prova, preenchendo uma lacuna existente no rali entre as equipas e público com recurso ao cinema. 
   "Race to Glory" especializou-se no concreto, isto é, um filme sobre o mundial de ralis do ano de 1983. Assim, os técnicos de áudio souberam recolher os sons com todo o realismo possivel contribuindo para uma experiência plena sem precedentes. 
   Em 2010 o documentário sobre o piloto Ayrton Senna intitulado "Senna" sensibilizou simultaneamente fãs do desporto e fãs de cinema num único campo unitário, por outras palavras, adeptos do piloto brasileiro que adoram o filme e amantes de cinema que passaram a admirar Senna. Na minha opinião, "Race to Glory" reclama o mesmo estado igualitário, dada a ousadia em distribuir pelo mundo inteiro um filme tão concreto, mas de inegável qualidade técnica. Ao contrário dos dois filmes citados ("Ferrari" e "Senna"), "Race to Glory" não é sobre fórmula 1 mas sobre o campeonato do mundo de ralis e especificamente no ano de 1983, cujo o campeonato tendia para o domínio absoluto da AUDI com o sistema inovador de tracção às "QUATTRO" rodas; e para a ambiciosa equipa da Lancia que depositava todas as esperanças no famoso modelo 037 mas que tinha tração às duas rodas motrizes. O resto também é história automóvel, e como em todas as modalidades, o público muito contribuiu.

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