Estive no centro nevrálgico do cinema em Portugal, no Batalha centro de Cinema. Este centro não é propriamente o centro da indústria cinematográfica em Portugal, que eu quero acreditar que existe, ainda que de forma precária, no entanto, elitista. Contudo o centro de que falo é o centro do próprio cinema português que preserva a identidade de um povo e a memoria coletiva. Algo importante mas mesurável para a maioria da sociedade, que se esconde na realidade do pouco investimento. Ainda assim – o Batalha centro de Cinema – continua aparentemente a ser o único lugar que dá legitimidade a uma ideia de cinema altruísta, mas sobretudo que legitima um pensamento de cinema como forma de poder, por exemplo, perante a padronização da sociedade pouco critica e ignorante. Com isto, reparo como nós humanos, andamos demasiados ocupados a criar desumanidade entre as pessoas. Criamos conflitos, como se fosse a única solução de sobrevivência.